my chemical romance
músicas e paixonites adolescentes:
a gente se conheceu por meio do thalles e agora ele veio na minha sala perguntar pra mim se um garoto que ele acha fofo gosta de garotos. acho que é um favor por um favor, não é? se bem que não penso que seja possível compensar o favor que ele fez a me apresentar uma das garotas mais lindas e com certeza a mais maneira que eu já vi na minha vida.
eu não tenho certeza se o tal do matheus gosta de meninos, mas, cara, não precisa nem perguntar sinceramente. tá, tá, talvez não seja tão incrível da minha parte assumir que o garoto é gay só pelo jeito que ele age e se veste. mas eu tenho essa ideia na minha cabeça desde o início do ano e quero ajudar um amigo querido pra mim! então tanto faz. espero que ele consiga o tão sonhado momento perfeito com ele. um momento em que eles sintam uma conexão.
igual naquele dia. eu tava doido pra cantar mcr e ela perguntou: "quem vai cantar my chemical romance comigo?" e eu e claro respondi o mais alto que pude (o que não é tão alto assim) "EU, EU, EU!"
o sorriso dela. meu Deus o sorriso dela. eu fiquei nervoso e errei o ritmo um pouquinho mas no final ela sorriu pra mim e levantou a mão pra um "toca aqui". eu não queria porque minha mão tava suada do nervosismo mas mesmo assim ela >segurou a minha mão< por um momento. meu coração batia tão rápido que pensei que ia sair do peito.
eu tentei por muito tempo me convencer que isso acontecia toda vez que eu a via por conta da beleza insana dela, mas acho que talvez não seja só isso. a paixonite do thalles fez eu pensar que, talvez, gostar de alguém não seja essa coisa vergonhosa e terrível. talvez, gostar de alguém seja algo bonito, algo fofo. talvez, não seja um pecado.
até porque, "eu posso ser obsceno para você, mas para mim mesmo eu simplesmente sou". eu não consigo mudar esse sentimento da noite pro dia. é muito mais do que uma coisa do momento. é parte de quem sou. para pessoas como eu e o thalles, amar é um ato de resistência. é lindo.
entretanto, o ponto não é esse. o ponto é como eu acho interessante como a música conecta as pessoas. o red hot chilli peppers conectando a lidia ao arthur. o the smiths potencialmente conectando o thalles ao matheus. o my chemical romance e o pierce the veil me conectando a ela.
eu fiquei enrolando até agora, mas essa semana que vem aí eu vou entregar a pulseira pra ela. a pulseira que junta a cor e a banda favorita dela.
amarelo não é minha praia. não é uma cor feia ou algo do tipo, mas é extremamente clara. dói meus olhos. mas se ela falasse que gostaria que todo o mundo fosse amarelo, eu a ajudaria a pintar. engraçado, não? como tem coisas que a gente faz sem querer, porque é por aquela pessoa específica.
espero que tudo se resolva ao final do ensino médio pelo menos. e que a música continue comigo sempre.
adeus, leitor ╰( ‾▿‾)~
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